sábado, 19 de dezembro de 2020

Prateleiras e Estantes

"Todos tem as mesmas 24hrs de um dia". E ainda assim tenho certeza que você conhece alguém que consegue fazer muito mais que você enquanto fica reclamando que não tem tempo pra fazer seja lá o que for. 

Eu reclamei que tinha falta de tempo num outro post, mas a verdade é que era uma mistura de cansaço e preguiça mesmo. "Tempo se faz". Dê prioridade às coisas certas e dá tudo certo (é fácil falar). Estava escrevendo exatamente este trecho quando minha irmã de repente me chama pra jogar Stardew Valley junto com ela. Gosto do jogo, gosto de jogar junto com ela, mas minha prioridade agora é fazer este post, terminando aqui, se ela estiver jogando ainda a gente joga. Não entenda errado, jogar alguma coisa, entreter a mente, descansar, socializar, passar um tempo com a família, há vários bons motivos defendendo você parar seu serviço no meio do caminho e ir jogar com a sua irmã! Eu só analisei a proposta dela e a minha própria, e decidi que preciso fazer a minha primeiro "Quem não escolhe é escolhido". Eu fiz meu tempo, planejei este post e vim executar esta tarefa. 

Assim termino a introdução com a dica mais "dica pra vida" que já dei alguma vez. =p


Uma estante melhor

Quando revivi este blog alguns meses atrás, eu tinha como um dos objetivos a procura de um lugar para organizar minhas explorações na Confluência. Até encontrei um jeito que daria certo, mas estava muito trabalhoso. Até cheguei a dizer logo no primeiro post que eu ia escrever o que viesse a mente aqui sem me preocupar tanto com ficar enfeitando as palavras, mas ainda assim um mínimo de qualidade é necessária. Portanto foi bem fortuito quando por necessidade de organizar meu tempo, meus projetos em aberto e minhas tarefas do dia a dia, eu decidi começar a usar o Trello. Serve muito bem para uso pessoal, se você alimentar seus cards diariamente. Acho que agora a introdução começa a fazer mais sentido, não? 
Essa mudança me fez perceber que a estante que tinha montado antes estava mais para caixas e prateleiras, cospobre, gambiarra. Bom, é algo que quero pra vida, se eu um dia quero conseguir ganhar dinheiro com isso, vamos profissionalizar, não é?! O Trello ainda não é feito exatamente para guardar notas, mas em termos de organização foi excelente! 
E com isso o blog volta a ser o que deveria ser, um dos portais da Confluência, desta vez para o Mundo Real. É, você aí do Mundo Real que está lendo isso, bem vindo a Confluência! =p
E também com isso devo conseguir manter uma estabilidade maior nos posts aqui, com planejamento e organização mesmo com o tempo apertado vou arranjar tempo para pelo menos 1 post por mês. Não é muito, mas é melhor que deixar morrer uma segunda vez. 


Todo grande mago tem um aprendiz

Eu gosto muito de ouvir músicas. Hoje em específico eu quebrei um padrão e estou escutando Ira! enquanto escrevo este post. Queria ter vivido a época de ouro do Rock'n'Roll no Brasil. Mas meu celular estava ficando lento, travando até para apenas tocar músicas, depois de meses de planejamento (queria ser pobre um dia, ser todo dia é foda!) eu comprei um novo, melhor, que deve durar mais 6 anos aí. Toda semana descubro alguma função nova que o celular faz mas que não tinha acesso antes, o assistente por voz está funcionando muito bem! 
Enfim, voltando ao assunto, disse que o Trello não é bom para guardar notas. Disse também querer profissionalizar minhas ferramentas. Então perguntei ao Google Assistente: "Você consegue gravar minha voz para eu escutar de novo depois?", e me surpreendendo ela disse "Não consigo gravar sua voz, mas você pode querer usar o Google Keep", bom, talvez não nessas palavras, quem aí se lembra das palavras exatas de um diálogo? E um diálogo com seu próprio celular?
Então fui atrás de entender o que este App faz. E o que ele faz é salvar notas. Em vários formatos além de texto. Como áudios e imagens. PORRA GOOGLE!!! PQ VOCÊ NUNCA ME APRESENTOU ESTE APLICATIVO ANTES?!?!? VOCÊ JÁ SABE ATÉ O QUE VOU PENSAR EM SEGUIDA  E NÃO ME DISSE ISSO?! Insta win carai, foi uso imediato, e satisfação imediata após o uso. Se seu celular tem Google Assistente, diga aew, "Google, você é foda!". De nada. 
Ganhei um assistente, não é um aprendiz mas tudo bem, todo grande mago tem um assistente também. Só falta ser um grande mago. 

sábado, 17 de outubro de 2020

O Grimório do Kadin, pág 6

 

 Mana: Domínio, Transformação e Conjuração, Pt2

    A Mana não está parada no ambiente, ela flui, as vezes fica mais rápida, as vezes fica mais densa, então sente-se e feche os olhos, concentre-se em sentir a Mana ao seu redor. Quando puder dizer para que lado a Mana flui, procederemos para o próximo passo. Quando chegar neste ponto se concentre não na Mana do Ambiente, mas naquela que já dominou. Exerça seu domínio, manipule esta energia, você deve perceber agora os resquícios, um rastro de Mana que ainda resiste ao teu comando, que não está completamente sob seu domínio. É consideravelmente difícil evitar que isso aconteça, quando se concentra no todo pode não conseguir se atentar a uma parte, quando se concentra na parte pode perder o seu domínio do todo. Deve expelir toda a energia que não consegue dominar, mesmo que sobre pouco.
    Qualidade sobre quantidade. Você pode exaurir seu corpo bem depressa ao mover grandes quantidades de Mana, e pode alcançar o mesmo resultado com apenas uma fração desta quantidade de Mana que esteja sob seu domínio completo.
    É fortemente sugerido que como primeira energia para transformar seja para a luz. Ela também pode ser nociva ao seu corpo, não se engane, mas apenas em grandes quantidades, um iniciante não terá um problema como este. Pode tentar começar com a imaginação, levante a ponta do dedo, imagine o que aconteceria se ele brilhasse, como seria essa luz? Qual cor? Qual a intensidade do brilho? O que estaria sendo iluminado por ela? Agora tenta mover a sua Mana para a ponta do seu dedo, concentre-a e então ordene-a para que se acenda. Use o pensamento que melhor lhe servir, diga em voz alta se preferir. Não se esqueça de manter sua concentração na Mana. Quanto mais clara sua mente for, melhor. Tente, tente de novo, no sucesso, terá conjurado sua primeira magia. 


Queria seguir em frente, por a teoria à prova. Sabendo os passos para conjurar, qual magia conjurar então? Abri um livro do D&D, e busquei por um truque de Nv 0 que fosse mais comum: Luz. É perfeito! 

Então voltei a escrever me inspirando nas páginas anteriores, como se fosse um mestre ensinando seu aprendiz. Agora sim se parece com aqueles episódios que mostram como é a aula do protagonista durante seu treino, não é mesmo?

Estão aqui os 5 passos, todos em ordem, parece fazer sentido, gostei do resultado até aqui. Vamos continuar, testar com outra magia, uma básica mesmo mas um pouco menos convencional: Rajada de Veneno. Agora complicou um pouco: basta o conjurador pensar em como seria o efeito e ele acontece? Não se parece com os magos que passam uma vida de estudos nas coisas mais diversas, que dizem que conhecimento é poder. Só imaginar e a magia acontecer é tão... Disney. Feérico. Onírico. Não é ruim, mas também não é o que eu estou buscando. Sou um CDF da magia, mim dá licencia? 

O problema aqui está na Manifestação, o 5º passo. De fato, aquilo que diferencia cada magia está aqui, não se pode deixar isso tão simples, precisamos de um sistema que compreenda todas as magias (numa regra geral que pode estar cheia de exceções, é claro), e que não seja tão complicado também a ponto de só os magos CDFs podem conjurar desta maneira. 

Novamente usando D&D como referência, a magia de lá possui componentes verbais, somáticos, materiais e alguns outros, isto me dá um belo ponto de partida. Nos filmes também há várias referências, em Doutor Estranho ou Warcraft, mesmo alguns animes como Full Metal Alchemist, Fairy Tail ou Overlord, os personagens fazem magia (ou alquimia no caso do FMA) usando círculos mágicos. Sempre vi os círculos como uma forma de conjuração mais baseada em rituais demorados, e um brilho neon no ar por mais legal que seja é muito chamativo pro meu gosto, mas sem dúvida servem de inspiração. 

É nesta etapa que mora A Arte, como se faz a conjuração, como a sua magia vai ficar afinal. Tem que ser bem feito. Há muito me inspiro também em Magic, The Gathering: eles tem um tomo livro de regras, mas novas mecânicas são adicionadas periodicamente, e cada carta tem permissão de abrir uma exceção à regra. Em outras palavras, posso ir criando diferentes mecânicas para a manifestação e pegando as melhores para tornar oficiais. Funciona.

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

O Grimório do Kadin, pág 5

 Mana: Domínio, Transformação e Conjuração, Pt1

    Após aprender como dominar e manipular a Mana é quando alguém pode de fato tentar conjurar uma magia. Claro, isto é seguindo o caminho de um mago, um caminho amplamente seguido e que pode levar quase qualquer um ao primeiro círculo, dado tempo e dedicação suficientes. 
    Mana é uma energia, interage apenas com aquilo que interage com ela, que volta ao seu estado natural semi passivo assim que sai do domínio do conjurador. Mana é a energia que usamos para conjurar magias, mas primeiro temos que transformá-la, convertemos ela em outra energia, outra Mana, que fará a magia acontecer. 
    Qualquer energia fora do domínio de alguém pode ser nociva ao corpo deste alguém, mesmo Mana não é exceção, então é fácil saber do perigo de convertê-la para, digamos, o calor necessário para a clássica Bola de Fogo. É aqui que entra ter um bom domínio sobre a Mana, e para se ter um bom domínio é necessária uma boa precisão em senti-la.
    Isso não é fácil. Sabe dizer a forma do vento quando a brisa bate em seu corpo? Sabe ao menos dizer de onde veio essa brisa, ou pra onde ela vai? E quando essa brisa só passa perto de você, sabe ao menos dizer que ela esteve por lá? Agora, e se fosse uma energia que sempre esteve ao seu redor, mas que precisou de todo um treinamento para apenas começar a sentir?


Passei um bom tempo refletindo sobre reserva de mana, regeneração de mana, por que uns tem mais mana que outros, sendo que a mana está por aí no ambiente. Fiz uns esboços, coloquei no papel alguns fatos (como eu queria ter encontrado esse papel agora para compartilhar aqui...), e acabei percebendo que não posso deixar os conjuradores usar a mana do ambiente para conjurar. Logicamente falando, como se daria o desgaste corporal, a limitação que havia imposto para capacidade do conjurador, se ele só precisasse falar ao ar e a magia acontece? Como se daria a explicação da reserva de mana? No fim, não quero fazer com que os conjuradores estejam completamente bloqueados de conjurar usando a mana do ambiente, porém deixo isso para certas técnicas, certos caminhos, deixo isso para as exceções, e por hora vamos com a regra geral: Existem 2 Manas, a que você pode absorver do ambiente e a da sua barra de mana, lore wise a sua barra de mana é um tipo diferente de Mana, uma transformada, com a sua assinatura digamos assim. Isso foi decido já há várias páginas do grimório atrás, mas só agora é que conseguimos montar tudo. 

Então temos 5 passos para conjurar (usando a Mana):

  1. Sentir
  2. Manipular
  3. Subjugar
  4. Transformar
  5. Manifestar
    Aqui então digo que uma magia é um ou mais fenômenos alimentados por uma ou mais energias (espera aí, isso não está parecido com a definição de Trabalho?). 
    A ação é definida pelo conjurador, e passada para a energia de alguma forma, como a voz por exemplo, a manifestação da vontade do conjurador. E para que não sejam apenas palavras vazias, ele imbui uma energia nessa manifestação (5º passo), essa energia tem que estar adaptada à ação que irá alimentar, usando um exemplo do mundo real: uma lâmpada se acende com eletricidade, outras energias não vão funcionar. 
    Para imbuir essa energia, o conjurador tem que ser capaz de controlar ela, mas ser capaz de controlar cada energia deve ser beeem difícil, então não seria mais fácil controlar uma energia só e transformar ela nas outras no momento da alimentação? Novamente usando eletricidade como exemplo, nós movemos eletricidade por todo o país para só então eletrodoméstico comum transformarmos essa energia em algo útil, como calor pra um chuveiro ou as várias características da luz de uma TV. Logo, usa-se Mana como uma energia neutra, e no momento da conjuração transforma ela numa energia especializada (4º passo). 
    Como disse antes, não posso deixar que o conjurador use a energia do ambiente para isso, ela tem que estar sob seu controle. Então para transformar a Mana e imbuir ela na manifestação da magia, o conjurador tem que subjugá-la ao seu domínio (3º passo).
    Mas não se pode subjugar a Mana sem ser capaz de controlar ela, logo o conjurador primeiro tem que ter uma boa manipulação da Mana (2º passo).
    E não se pode manipular a Mana sem nem saber que ela existe ou onde está, então começa-se afiando seus sentidos (1º passo). 

sábado, 10 de outubro de 2020

O Grimório do Kadin, pág 4

 Energias, Mana e Primeiros Passos, Pt3

    O seu entendimento de como fazer a Mana se mover é o que chamados de Manipular a Mana, e este domínio influencia diretamente em seu potencial como conjurador.
    Existem formas de saber como está seu domínio no Sentido e na Manipulação da Mana, e para a terceira etapa, um bom controle é necessário. Até este momento, o que foi feito foi na Mana do ambiente, e este tipo de domínio é lento e limitado, o potencial de transformação da Mana não é explorado assim, você te, que remover a resistência dela, subjuga-la, transforma-la em uma energia que é sua, e para isso, você usa seu próprio corpo. É por isso que um domínio é necessário, não tem como uma energia descontrolada correndo pelo seu corpo ser algo bom.
    Seu corpo é como uma esponja, e a Mana ao seu redor é a água. Absorva-a. Mova a Mana pelo seu corpo, expulse-a e absorva novamente. Faça devagar, não se force, acostume-se com o sentimento, acostume seu corpo com a energia que flui em você.
    Duas mudanças ocorrerão: seu corpo passará a se comportar de fato como uma esponja, absorvendo sozinho a Mana sem que você precise fazer algo a respeito; e a Mana em você passa a ser mais ágil, mais concentrada, e flui melhor. Perceba que assim que ela deixa seu corpo ela rapidamente volta a ser como a do ambiente, se isso acontecer é porque aprendeu como dominar a Mana. 


Não gosto da ideia de que magia seja infinita. Ela não é onipotente, e o conjurador menos ainda. É necessário algum limite nisso, a resposta novamente foi tirada das histórias, mas dessa vez foi até instintivo: o próprio corpo do conjurador é o canal para usar a Mana (e as outras energias também, embora eu não queira fazer dessa uma regra absoluta), mas para fazer isso ele sofre desgaste. Sempre haverá um limite em quanta Mana o conjurador pode manipular, por mais adepto que ele seja. 

Essa maneira também trás outras vantagens: já explica por que alguns conjuradores conseguem manipular mais energia que outros, explica o conceito de Mana Regen passivo, e até toca nas bordas de eficiência de conjuração, como Velocidade na Manipulação da Mana e Concentração da Mana, coisas que podem ser usadas mais pra frente. De fato, essa eficiência na conjuração é talvez a diferença mais fundamental entre um feiticeiro e um mago, mas isso fica para outro post, ainda farei uma comparação entre todas as classes conjuradoras. 

Penso também que não são todas as pessoas que são aptas a manipular a Mana desse jeito, mas não vamos pensar nas exceções agora. A vida é injusta, um pode ser melhor que outro usando a mesma quantidade de esforço, mas ao mesmo tempo não gosto de definir coisas de nascença, então mesmo que uma pessoa nasceu sendo completamente incapaz de conjurar magias, falhe em cada forma de se tornar um conjurador, sempre terá outro jeito. 

Já vou adiantando aqui: não quero definir nomes, não quero definir classes, não quero essas limitações que só fazem sentido para equilibrar classes e limitar papéis de jogador, então conforme esse projeto progredir eu posso usar os termos que existem por aí apenas como nomes, mas como disse logo no começo do Grimório, seu caminho é você quem faz, e a Teoria da Magia tem que permitir isso. 

Então é isso, deixo aqui a página 4 do Grimório, com pelo menos uns 3 ganchos para páginas futuras.

quinta-feira, 8 de outubro de 2020

O Grimório do Kadin, pág 3

 Energias, Mana e Primeiros Passos, pt2

    Você não pode manipular uma energia sem nem ao menos senti-la, e com a Mana ainda existe uma terceira etapa: torná-la sua.
    Como é o sentimento não posso dizer, isso é único para cada um e qualquer dica que eu ou qualquer outro der tem mais potencial de atrapalhar  que ajudar. Dito isto, o que eu posso ajudar é nas práticas que você pode executar que possuem boas chances de lhe dar sucesso em sentir a mana. 
    Começando pelo mais óbvio, é mais fácil sentir a Mana em um ambiente com maior concentração.
    Ingerir alimentos e líquidos ricos em Mana tem altas chances de ajudar, mas são raros, caros, e há doenças relacionadas ao acúmulo de Mana no corpo, portanto não exagere. 
    Há quem consegue através da meditação, isso toma tempo e nem sempre dá resultado, ainda assim vale a tentativa. Saiba como meditar antes de tentar isso!
    Claro, há outras maneiras, e você não precisa escolher apenas uma, o importante nesta etapa é explorar este sentido, quanto melhor usa percepção da Mana, melhor seu domínio sobre ela.
    Chegará um momento em que você deve perceber que a Mana "te ouve", como se ela quisesse seguir a sua vontade, ela parece se concentrar no mesmo local onde você se concentra, e neste ponto podemos começar a treinar o controle sobre a Mana. 
    Haverá resistência. Trate a Mana como uma pessoa preguiçosa, alguém que quer algo mas não sai do lugar para conseguir aquilo. Você precisa incentivá-la, empurrar, puxar, trazer a ação para ela, agir por ela. 


Seguindo em frente neste cenário tutor/aprendiz, qual seria a próxima aula dele? Bom, talvez não essa, mas foi onde cheguei. 

Se as magias dependem de uma energia para acontecer, então o conjurador precisará conhecer essa energia, saber como ela se comporta, entender seus princípios, para só então tentar fazer com que ela se comporte de uma outra forma e então tentar fazer uma magia com isso. Compare com a energia elétrica: não é apenas recentemente que sabemos da existência dela, mas só agora que sabemos como controlá-la. É a diferença entre saber que algo está lá e saber por que este algo está lá. Novamente comparando com a energia elétrica, aprendemos como transformar outas energias nessa, como movimentar ela por aí, e depois construímos aparatos que se utilizam dessa energia para todo tipo de fim (nem parece que formei em mecatrônica '-'). Muito do que imaginei ao pensar nas energias foi me inspirando nas energias reais como a elétrica. 

Mas essas energias não estão aí a mostra, pelo menos a maioria delas não, e este é o caso com a Mana. Explicarei mais sobre isso mais tarde, mas adiantando este assunto, a Mana está em todo lugar, não se importando com a matéria (por mais que ainda interaja com vários materiais). Mas isso não significa que sabemos percebê-la. A confluência é povoada de mundos fantásticos e seres maravilhosos, alguns deles podem ser capaz de perceber a Mana assim como nós percebemos a luz, algo que é intrínseco ao nosso corpo, mas estes casos são a minoria, portanto sigo em frente com: se você não é capaz de sentir a Mana, então aprenda a sentir a Mana! (ou qualquer outra energia que possa ser usada para conjurar magias, adiciono)

Dei vários exemplos sobre como alcançar esta etapa. Espero que sirvam de base de inspiração no futuro, pois quero que o sistema explique por que estes métodos funcionam, assim como abra espaço para a criação de vários outros métodos. Se por algum acaso a lógica descartar alguma coisa, tudo bem, descarta e segue em frente ou muda a lógica. Se a teoria não explica a realidade, mude a realidade então. Os físicos teóricos deveriam tentar fazer isso de vez em quando. 

Não sei se já deu para perceber, eu não quero descartar muita coisa, quero que o sistema seja capaz de explicar muuuuita coisa. Uma visão da coisa ainda mais macro que a visão macro da coisa. Eu disse que era ambicioso.

terça-feira, 6 de outubro de 2020

O Grimório do Kadin, pág 2

 Energias, Mana e Primeiros Passos, pt1

    Se você quer ser capaz de conjurar qualquer magia, o primeiro passo é ser capaz de interagir com as energias que compõem as magias, mesmo quando tudo que queira fazer seja ativar um instrumento mágico, sem interagir com a energia do instrumento ele será apenas um artefato inútil em suas mãos. 
    Existem diversas energias, algumas poucas estão espalhadas por todos os cantos, no ar que você respira e na comida que você come, outras só existem sob certas condições; algumas energias são interativas elas querem se transformar, mudar de estado, outras energias são passivas, necessitando que um agente externo traga a mudança até ela; tem até algumas que são esguias, essas fogem da detecção e são bem difíceis de manipular. Não é como se elas tivesses consciência, mas suas leis são misteriosas e este é um dos jeitos para explicar e fazer entender. 
    Não tem um nome que realmente aglomera todos aqueles que de um jeito ou de outro manipulam as energias, uso termo conjurador, não por estar correto, mas por mero costume. Entretanto, segundo esta definição, até mesmo um cozinheiro pode ser chamado de conjurador, mesmo sem nunca interagir diretamente com as energias mágicas. 
    Tudo aquilo que vive tem potencial de ser um conjurador, mas poucos nascem com este potencial liberado.
    Aqui, foco na Mana, energia mais comum, fácil de sentir e de interagir, no objetivo de lhe tornar um conjurador, um mago numa denominação mais específica, apesar de deixar claro que seu caminho é você quem faz. 
Sabe aqueles episódios em que mostra um trecho da aula do mestre para seu aprendiz? Em que mostra o professor dando aula para a turma? Estas partes da história são feitas com a intenção de dar um gostinho de o que é que está sendo ensinado, para explicar o por que a personagem depois sabe tal coisa, para trazer um certo nível de imersão daquele mundo ao expectador. É uma pena que costuma ser só um trecho da história. Afinal quem está interessado em um livro sobre o dia a dia de alguém na escola? Eventualmente a história volta ao seu foco, apresenta novos personagens e segue em frente, deixando pra trás a aula propriamente dita. Não posso reclamar, eu também não leria isso. Mas agora é justamente dessa parte que sinto falta. 
Ainda assim, me inspirando nessas histórias, eu fui atrás de imaginar um cenário que gostaria de ver acontecer. Pensei nas características que me agradam e nas que não me agradam, e tento alcançar um sistema com aquilo que quero. 

Uma magia não acontece sozinha sabe? Pra funcionar precisa de algo ou alguém que a faça acontecer e precisa de uma fonte de energia para alimentar seus efeitos. Este algo ou alguém pode ser qualquer coisa, viva ou não, natural ou artificial, pois alguma propriedade dessa coisa pode interagir com alguma energia que por acaso está lá e gerar um efeito que pode ser descrito como magia. Uma versão mágica do prisma criando um arco-íris, digamos. 
Agora a energia, nas histórias há todo tipo de energia que pode ser usada como combustível para as magias. Mana, aura, chakra, ki, ether, nem, partículas elementais, luz e trevas, energia primordial, lifestream... Tá bom, alguns desses nomes você pode relacionar com qualquer outra coisa menos "Magia". Mas pensa bem, quantos dos ninjutsus não se parecem com magia? Prosseguindo nesta linha de pensamento, tenho que permitir que a magia possa ser criada com qualquer tipo de energia fantástica, e explicar o que elas são, como elas existem, por que elas existem, onde elas estão... Bom, já que não estou criando o sistema ainda eu não preciso me preocupar com isso, mas já posso dar linhas gerais pro pensamento. 

Sendo sincero, Mana é a minha preferida. É também aquela mais associada a magia. E já que quero desenvolver a teoria da magia, preciso seguir em frente com alguma energia, Mana foi escolhida.